X Perde Força no Android e Vê Impacto na Receita de Assinaturas

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O X, rede social de Elon Musk (antigo Twitter), anda enfrentando dificuldades no Android. Enquanto no iPhone os downloads crescem, no sistema do Google eles despencaram — e isso já começa a afetar até a receita com assinaturas.

Segundo dados da empresa de análise Appfigures, em julho de 2025 os downloads do X na Google Play caíram 44% em comparação com o mesmo período do ano passado. Já no iOS, a história foi diferente: houve crescimento de 15% nas instalações.

No total, somando Android e iOS, o número de downloads do aplicativo caiu 26% em relação a julho de 2024. Apesar de negativo, esse resultado ainda foi um pouco melhor do que o de junho, quando a queda chegou a 35% — puxada principalmente pelo Android, que tinha registrado quase 50% de queda nos downloads naquele mês.

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Por que o X vai mal no Android?

A Appfigures não cravou o motivo, mas uma coisa é clara: a versão do aplicativo para Android tem fama de ser problemática. Usuários reclamam de travamentos constantes, falhas e instabilidade.

O novo chefe de produto da plataforma, Nikita Bier (conhecido por criar apps de sucesso entre adolescentes, como o Gas e o TBH), já deu a entender que o X quer resolver essa dor de cabeça. Em uma publicação recente, ele anunciou a formação do “Android Dream Team”, equipe dedicada a reconstruir o aplicativo para Android.

Enquanto isso, Bier fez questão de divulgar que o app do X para iOS bateu recorde de instalações, talvez tentando desviar o foco da crise no sistema rival.


Para onde foram os usuários?

Ainda não está claro o que os usuários de Android estão escolhendo no lugar do X. Alguns cenários:

  • O rival Bluesky não parece ser a resposta — teve apenas 119 mil downloads em julho no Android, número pequeno perto dos milhões que o X ainda atrai.
  • Já o Threads, da Meta, vem crescendo em usuários ativos diários e pode estar atraindo parte desse público.

Ou seja, o X não está perdendo massa de usuários para um concorrente direto, mas vê rivais ganhando espaço aos poucos.


Impacto na receita

Menos downloads também significam menos gente assinando os planos pagos. Em julho, o X faturou US$ 16,9 milhões em assinaturas, valor menor que os US$ 18,8 milhões de março deste ano. Houve uma pequena melhora em relação a junho (US$ 16,8 milhões), mas nada que indique uma recuperação consistente.

Vale lembrar que a maior parte da receita da plataforma ainda vem de anúncios, não de assinaturas. Mesmo assim, o recuo preocupa, já que Musk tenta ampliar os ganhos com serviços premium.

Outro fator que atrapalha: parte dos assinantes pode estar migrando para o Grok, inteligência artificial do próprio Musk que agora tem um app separado. Muita gente assinava o X apenas para ter acesso ao Grok — e agora não precisa mais.


O que esperar daqui pra frente?

Com o Android em queda e a concorrência de olho, o desafio do X é claro: arrumar seu aplicativo para não perder mais usuários. O “time dos sonhos” para Android pode ser a solução, mas até lá, a plataforma deve continuar sentindo os efeitos dessa crise — tanto em popularidade quanto em receita.


👉 Em resumo: o X ainda é gigante, mas seus tropeços no Android mostram que até os grandes podem perder terreno rápido se não cuidarem da experiência dos usuários.

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