IAs Empatam na Olimpíada Internacional de Matemática

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Modelos de IA da OpenAI e do Google DeepMind alcançaram pontuações de medalha de ouro na edição 2025 da Olimpíada Internacional de Matemática (IMO), uma das competições mais antigas e difíceis do mundo para estudantes do ensino médio. As empresas anunciaram o feito quase simultaneamente, reforçando não apenas o avanço acelerado da IA, mas também o equilíbrio técnico entre os dois gigantes.

A disputa por “quem está na frente” é cada vez mais simbólica — e estratégica. O prestígio de dominar benchmarks como o IMO é poderoso para atrair pesquisadores de ponta, muitos dos quais vêm justamente de ambientes de competições de matemática. Em outras palavras: nesse jogo, a percepção conta tanto quanto os números.

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Da prata à “fala humana”

No ano passado, o Google levou uma medalha de prata usando um sistema “formal”, que exigia que humanos traduzissem os problemas para um formato legível por máquina. Já em 2025, tanto o Google quanto a OpenAI avançaram com sistemas “informais”, capazes de entender as perguntas e gerar respostas em linguagem natural — inclusive provas matemáticas completas.

Ambos afirmam que seus modelos acertaram cinco das seis questões do teste, desempenho superior à maioria dos estudantes humanos e melhor do que o modelo do Google no ano anterior, tudo sem precisar de um “tradutor humano”.

Pesquisadores das duas empresas destacaram ao TechCrunch que essa evolução representa um salto na capacidade de raciocínio da IA em domínios não verificáveis — situações em que a resposta não é tão simples quanto resolver uma equação ou compilar um código, mas envolve argumentação mais aberta, como justificar uma solução de prova.


Disputa de bastidores

Apesar do feito, a comemoração veio acompanhada de cutucadas públicas. Poucas horas depois do anúncio da OpenAI, o CEO e pesquisadores do Google DeepMind criticaram a rival por divulgar o resultado antes da hora, logo após a IMO revelar os vencedores humanos na noite de sexta-feira.

Segundo Thang Luong, pesquisador sênior do Google DeepMind, a equipe preferiu respeitar os estudantes participantes e só tornar público o resultado na segunda-feira, após receber a correção oficial da organização do IMO — algo que, segundo ele, garante a validação real de uma pontuação de medalha de ouro.

A OpenAI, por sua vez, disse que recebeu um convite da IMO meses atrás para participar de uma competição formal, mas recusou porque estava focada em sistemas de linguagem natural. Para avaliar o desempenho, a empresa contratou três ex-medalhistas da IMO como avaliadores independentes — e, após obter a nota de ouro, consultou a organização, que pediu para o anúncio esperar até o fim da premiação oficial.


A lição maior

No final das contas, quem seguiu o protocolo mais rígido ou quem publicou antes parece um detalhe menor perto do fato central: os modelos de IA estão progredindo em alta velocidade. Em uma competição que reúne alguns dos melhores jovens matemáticos do mundo, apenas uma pequena fração obteve o mesmo desempenho que as IAs da OpenAI e do Google.

Enquanto isso, o mercado segue atento. A vantagem que a OpenAI mantinha sobre o setor já não é tão folgada — e o lançamento do GPT-5, previsto para os próximos meses, será um teste importante para sustentar a liderança. Para o público, fica claro que a corrida não tem um vencedor isolado. Para os pesquisadores, fica o recado: a disputa é cada vez mais técnica, estratégica — e, acima de tudo, aberta.

Gemini

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