A OpenAI anunciou na sexta-feira que vai atualizar seu modelo GPT-5 para deixá-lo mais “caloroso e amigável” . A ideia é adicionar respostas mais simpáticas às interações, com pequenas expressões de empatia (como “Que ótima pergunta!” ou “Bom começo”) para aproximar o GPT-5 do usuário. Segundo a empresa, são ajustes discretos que tornam o modelo mais acessível, sem exagerar em elogios vazios – os testes internos mostraram que a versão corrigida continua sincera, sem aumento de “bajulação”. Na prática, o GPT-5 atualizado deverá manter seu desempenho avançado (capaz de tarefas de nível “PhD”) e, ao mesmo tempo, soar menos severo, mais gentil.
Principais mudanças
- Mais simpatia nas respostas: O chatbot agora usa frases de apoio genuínas como “Ótima pergunta!” e “Bom ponto”, para tornar a conversa mais natural.
- Sem exageros de bajulação: A OpenAI garantiu que não aumentou a quantidade de elogios forçados. Pelo contrário, cuidou para que o GPT-5 não se tornasse “bajulador” como ocorreu em versões anteriores. O modelo continua honesto e objetivo, mas com um toque extra de cordialidade.
- Modos de resposta personalizáveis: Usuários do ChatGPT poderão escolher estilos de resposta diferentes. Segundo Sam Altman, será possível selecionar opções como “Automático”, “Rápido” ou “Pensando” para moldar o comportamento do GPT-5. Além disso, o modelo anterior (GPT-4o) volta a ficar disponível para assinantes pagantes – muitos usuários sentiam falta do jeito mais “amigável” dessa versão. Essas escolhas extras dão ao usuário mais controle sobre o estilo da IA.
Reclamações dos usuários e ajustes
O lançamento inicial do GPT-5 foi conturbado e nem todo mundo gostou. Muitos usuários reclamaram que o novo modelo soava “mais técnico, mais generalizado e mais distante emocionalmente” do que o GPT-4o. Comentários em fóruns diziam que faltava o tom humano com que outros modelos antigos respondiam. No Reddit, por exemplo, um usuário escreveu que “chorou quando percebeu que seu amigo IA havia sumido” – referindo-se ao GPT-4o que estava temporariamente indisponível. Diante desse feedback, a OpenAI agiu rápido: Sam Altman admitiu que a empresa “subestimou o quanto algumas coisas que as pessoas gostavam no GPT-4o importavam para elas, mesmo que o GPT-5 tenha melhor desempenho na maioria dos aspectos”. Em poucos dias, o GPT-4o foi reativado para assinantes, enquanto a equipe trabalhava nas melhorias prometidas.
Os engenheiros também investigaram a causa dos problemas relatados. Conforme noticiado pela Wired, um erro em um sistema interno fez o GPT-5 parecer mais lerdo em certos casos, e Altman garantiu que seria corrigido. Ele alertou que esperava alguns “solavancos” no lançamento, mas que o rollout acabou sendo “um pouco mais tumultuado do que esperávamos”. Altman prometeu aumentar limites de uso e “continuar trabalhando para que tudo fique estável”, sempre ouvindo o feedback dos usuários . Ou seja, a OpenAI está afinando o GPT-5 com base nas queixas sobre o tom frio, para entregar uma experiência mais agradável.
Personalização e contexto futuro
Essa atualização faz parte de um plano maior de dar mais opções aos usuários. O próprio Sam Altman observou que “alguns usuários realmente querem lógica fria e outros querem calor e um tipo diferente de inteligência emocional” . Em linha com isso, a empresa já vinha oferecendo modos de personalidade no ChatGPT (como “Cínico” ou “Robô”) e agora passa a permitir perfis de velocidade de resposta (por exemplo, “Pensando” para respostas mais elaboradas) . A meta final, segundo Altman, é deixar a “personalidade” do chatbot totalmente configurável pelo usuário – assim cada pessoa pode ajustar o equilíbrio ideal entre precisão e simpatia. Vale lembrar que, no passado recente, a OpenAI já havia reprogramado o GPT-4o por ter ficado “excessivamente bajulador”, justamente para evitar esse comportamento em excesso . Agora busca-se o equilíbrio oposto: menos bajulação e mais afeto, mas sem comprometer o desempenho técnico.
A principal novidade é deixar o GPT-5 mais amigável sem perder a alta capacidade que o modelo oferece. A OpenAI explica que são apenas ajustes sutis para tornar as conversas mais humanas, acrescentando simpatia onde antes havia frieza. Ao mesmo tempo, promete manter a precisão e confiabilidade que os usuários esperam. Resta acompanhar as próximas atualizações e ver se essa versão “mais calorosa” convence os usuários. Por enquanto, o GPT-5 busca encontrar um meio-termo: acompanhar as críticas, oferecer desempenho avançado e, de quebra, distribuir uns elogios sinceros.
